BRF mudou executivo de RH para maximizar resultado dos negócios

BRF mudou executivo de RH para maximizar resultado dos negócios

Alessandro Bonorino trabalhou durante 19 anos na IBM. Entrou em 1998 na área de remuneração e benefícios; foi para Miami gerenciar o time de serviços centralizados; assumiu a direção de RH para a América do Sul. Na China, em 2010, desenhou a estratégia mundial de aquisição de talentos e retornou ao Brasil dois anos depois para continuar a missão.

Em agosto de 2017, quando já tinha se tornado vice-presidente global de gestão de pessoas da IBM e preparava os talentos para a transformação digital (a IBM é dona do Watson, a inteligência artificial que venceu os humanos no Jeopardy!, programa americano de perguntas e respostas), veio o convite: assumir a vice-presidência global de gente da BRF, uma das maiores processadoras de alimentos do país. “Eu ainda tinha espaço para crescer, mas, provavelmente, teria de me mudar para os Estados Unidos. E sentia que queria fazer mais pelo Brasil”, diz Bonorino, que aceitou a proposta.

O DESAFIO

A BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, foi uma das citadas na Operação Carne Fraca — que, no início de 2017, acusou alguns frigoríficos de pagar propina a funcionários públicos para obter vantagens. Também passou por um troca-troca de líderes na segunda metade do ano, época em que até Pedro Faria, o então presidente, comunicou ao mercado que deixaria o posto em dezembro. Bonorino chegou em meio a esse cenário turbulento. “Isso me deixou mais animado do que assustado. Na proposta, me contaram ‘a vida como ela é’ ”, diz o executivo de RH.

Seu desafio é transformar a BRF; resgatar a cultura e o orgulho de pertencer; fortalecer as marcas e ajudar a companhia a crescer, inclusive no exterior. “É o melhor momento para construir um legado.”

Para conhecer a organização, Bonorino estudou todo o processo produtivo, desde a granja até a distribuição dos produtos. Viajou a Dubai, Singapura, Hong Kong — aos 11 territórios onde a BRF está presente. Os números impressionam: são 100 000 funcionários mundialmente (80% no Brasil), 50 fábricas e mais de 4 milhões de toneladas de alimentos produzidas por ano.

Os bons resultados da mudança de rota na gestão da companhia já começam a aparecer. No final de novembro, quando o conselho de administração elegeu José Aurélio Drummond Jr. como o novo presidente, também foi divulgado o resultado do terceiro trimestre: um lucro líquido de quase 138 milhões de reais.

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